Vila S. Martinho dos Tigres

Vila de S. Martinho dos Tigres 

A vila de S. Martinho dos Tigres, também conhecida como “Baía dos Tigres“, foi fundada em 1860, durante o período colonial Português. 

Com uma indústria focada na pesca, estável desde sua criação até um trágico evento em  1962, uma forte tempestade que destruiu a ligação terrestre da península ao continente, tornando-se assim uma ilha. Apesar desse evento desastroso, a vila continuou habitada mas a perder população durante os anos seguintes.                                                                                                                                                                                                                                                           

 

 

 

 

 

Tornou-se completamente deserta na década de 80, durante a guerra civil Angolana. Sendo que a população da vila, maioritariamente Portuguesa, foi repatriada ficando desde então desabitada e parada no tempo. Assim sendo, permanecem apenas as estruturas. Fortes indícios de uma antiga vila colonial portuguesa em África, em risco de “extinção”.

Túmulo de Tin Hinan (Rainha dos Berbéres)

 

Aqui segue o primeiro de muitos sítios arqueológicos que os alunos da EPA detectaram durante o processamento de informação do projecto ARCHAEO.

“O Túmulo de Tin Hinan”

  • Tin Hinan é o nome dado pelo povo Tuareg a uma mulher nobre nascida no século IV, cuja monumental tumba fica perto do oásis de Abalessa, a oeste de Hoggar. O significado do nome remete ao tipo de vida levada pelos Tuaregues:
    “aquela-que-vive-em-tendas” é a interpretação literal do nome, cujo significado real seria “mãe da tribo” ou então “rainha dos que acampam”. Os Tuaregues também a apelidavam de “tamenukalt “que por sua vez significa “líder” ou “rainha”.


 

 

 

  • O local visto pela câmara do projecto Archaeo da Estação Espacial Europeia

 

  • A tumba de Tin Hinan, foi aberta por Byron Khun de Prorok com o apoio do exército francês em 1925, e outros arqueólogos fizeram uma investigação mais aprofundada em 1933.
  • O túmulo continha o esqueleto de uma mulher numa liteira feita de madeira , deitada de costas com ela cabeça voltada para o leste. Com ela, foi depositado ouro e jóias de prata, alguns deles adornados com pérolas. No seu antebraço direito tinha 7 braceletes de prata, e no seu esquerdo outras 7 pulseiras de ouro, outra pulseira de prata e um anel de ouro. Fragmentos de um colar, também ele contendo pérolas (reais e artificiais) estavam presentes.


  • Entre o espólio podem contar-se alguns outros  objectos funerários. Estes incluíram uma estátua “Venus” um cálice de vidro (perdido durante a Segunda Guerra Mundial), uma moeda do imperador Constantino I cunhada entre 308 e 324. A.D.  que concorda cronologicamente com o estilo de cerâmica encontrado, assim como outra parafenália presente no túmulo.

O espólio, e a prórpria Tin Hinan está actualmente no Museu Bardo, na Argélia.